quinta-feira, agosto 27, 2015

É que inventei amores demais


Porque foi que eu fiquei tão forte assim?
Eu até sei porque!
É que inventei amores demais
Que se tornaram tão reais
Que me assustei!

terça-feira, agosto 11, 2015


"Eu já me perguntei se o tempo poderá
Realizar meus sonhos e desejos
Será que eu já não sei por onde procurar
Ou todos os caminhos dão no mesmo
E o certo é que eu não sei o que virá
Só posso te pedir
Que nunca se leve tão a sério
Nunca se deixe levar
Que a vida é parte do mistério
E é tanta coisa pra se desvendar

Por tudo que eu andei e o tanto que faltar
Não dá pra se prever nenhum futuro
O escuro que se vê quem sabe pode iluminar
Os corações perdidos sobre o muro
E o certo é que eu não sei o que virá
Só posso te pedir
Que nunca se leve tão a sério
Nunca se deixe levar
Que a vida, a nossa vida passa
E não há tempo pra desperdiçar"

segunda-feira, junho 22, 2015

Sobre datas, presentes e celebrações

Um sem número de gente vem me dizer que abomina datas e celebrações. Dias das mães, dos pais, dos namorados, aniversários de vida, de namoro, de casamento. Bobagem, besteira, mãe é mãe todo dia, o importante é dizer que se ama e agir assim, o mercado quer é ganhar dinheiro, etc etc etc. São os argumentos (que eu até concordo).

Não sei se o caso é que aqui em casa a gente nunca perdeu a oportunidade de celebrar as coisas, mas eu faço questão de fazer os dias de celebrações felizes. De comemorar aniversário. De me permitir homenagear ou lembrar pra alguém: olha, te amo, obrigada por estar aqui. Nunca é demais contar por quantos anos a companhia de alguém nos faz feliz. Nem ficar perto de quem nos ama e nos quer bem.

Não sei se o caso é que todos os meus presentes são minuciosamente pensados com carinho. Mas não perco a chance de presentear os meus com algo simbólico e especial. Ou útil. Ou parecido com a pessoa. E ainda com cartinha, com dedicatória, com carinho. É assim. Não deveríamos perder a chance de demonstrar carinho e amor. Foi o Nando Reis que disse que o amor só é real quando a gente expulsa ele da gente e deixa ele ser de alguém. E disse muito bem dito.

sexta-feira, junho 19, 2015

And there's a reason I'll be, a reason I'll be back

No Ceiling


Comes the morning
When I can feel
That there's nothing left to be concealed
Moving on a scene surreal
No, my heart will never, will never be far from here

Sure as I am breathing
Sure as I'm sad
I'll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
And there's a reason I'll be, a reason I'll be back

As I walk the hemisphere
I got my wish to up and disappear
I've been wounded, I've been healed
Now for landing I've been, for landing I've been cleared

Sure as I am breathing
Sure as I'm sad
I'll keep this wisdom in my flesh
I leave here believing more than I had
This love has got no ceiling

sábado, maio 30, 2015

Poema começado do fim

Um corpo quer outro corpo.
Uma alma quer outra alma e seu corpo.
Este excesso de realidade me confunde.
Jonathan falando:
parece que estou num filme.
Se eu lhe dissesse você é estúpido
ele diria sou mesmo.
Se ele dissesse vamos comigo ao inferno passear
eu iria.
As casas baixas, as pessoas pobres,
e o sol da tarde,
imaginai o que era o sol da tarde
sobre a nossa fragilidade.
Vinha com Jonathan
pela rua mais torta da cidade.
O Caminho do Céu.

Adélia Prado
(1935)
(pescado do Poemblog)