domingo, fevereiro 26, 2012
Um dia
Tinha música tocando. O céu estava nublado. Comi algo muito bom. Muita gente sorria. Ou eram só 4 pessoas? Mas sorriam e pareciam muitas. Pratos meio cheios. Copos meio cheios. Um pingo. Não chove. 2, 3, muitos pingos. É chuva! Todo mundo corre. Alguém volta pra salvar os copos e os pratos. Mais sorrisos. Um friozinho. Um calor. Azulejos antigos. Manchados. Diferentes. Coloridos. Músicas e vozes. Depois mãos dadas, óculos embaçados, pés molhados e a felicidade. Não é que existe?
sábado, agosto 13, 2011
Eu me fiz.
É que eu me fiz assim alheia. Assim, sonhando. Assim, pensando ao mesmo tempo no passado, no presente, no futuro. No futuro. E embaralhando, e misturando os três. Desde criança tive essa boca aberta, que não se fechou com anos de de tratamento odontológico e fonoaudiológico. Olhos alheios, boca aberta. Embasbacada com o mundo. O bem e o mal do mundo. As pessoas do mundo. As cores do mundo. Os sentimentos do mundo.
É que eu me fiz assim: sozinha em mim. Mas querendo ser duas, três, quatro, mil. Mas no fim, ainda sozinha em mim.
É que eu me quis assim: pôr do sol no mar. Frio no verde colorido. Mãos, braços e abraços. Sorrisos, alegria. Sair correndo na chuva. Eu me quis chuva! Escorrendo, correndo, passando feliz.
É que eu me fiz assim: sozinha em mim. Mas querendo ser duas, três, quatro, mil. Mas no fim, ainda sozinha em mim.
É que eu me quis assim: pôr do sol no mar. Frio no verde colorido. Mãos, braços e abraços. Sorrisos, alegria. Sair correndo na chuva. Eu me quis chuva! Escorrendo, correndo, passando feliz.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Marcando o tempo pelos arrepios
Conheci o poeta Carlos Nóbrega quando trabalhei em um programa de cultura em uma rádio há alguns anos. Não ele pessoalmente, mas a poesia dele (que não deixa de traduzi-lo). Desde então sempre leio e releio os 2 livros que tenho: Breviário e Árvore de manivelas. Quero encontrar os outros e devorá-los como fiz com esses que moram na minha prateleira.
Hoje esse poema do livro "Árvore de manivelas" me encontrou:
"Tempo não é dinheiro
Carlos Nóbrega
Eu marco o tempo pelos carneiros
que vivem nas nuvens
e que se desmancham em rostos e nada.
Marco o tempo pelo vôo das pipas
o cair dos dentes
e o nascer dos seios.
Eu marco o tempo pelos arrepios."
Leiam entrevista recente com ele aqui
Hoje esse poema do livro "Árvore de manivelas" me encontrou:
"Tempo não é dinheiro
Carlos Nóbrega
Eu marco o tempo pelos carneiros
que vivem nas nuvens
e que se desmancham em rostos e nada.
Marco o tempo pelo vôo das pipas
o cair dos dentes
e o nascer dos seios.
Eu marco o tempo pelos arrepios."
Leiam entrevista recente com ele aqui
domingo, fevereiro 13, 2011
Queria saber escrever versos muito lindos
Queria saber escrever versos muito lindos para presentear com música e sentimento. Mas minha sensibilidade ainda não chegou ao patamar mais alto. Quando a música deixar só de entrar em mim, para então também poder sair, talvez eu possa dizer que avancei para um nível cobiçado na escala dos sentimentos. Pudera eu. Mas, por enquanto não. Por ora, sou só espera.
Quando eu for um dia poeira de estrelas,
quando for o firmamento meu lar
(Eu: ansiosa a esperar);
Quando a Lua estiver tão mais próxima
que eu nem possa mais cobiçar -
E Ela estiver tão branca
e grande
e cheia pra sempre
que seja impossível não contemplar
- e vai estar;
Quando eu não precisar fechar os olhos
Para poder sonhar;
Eu espero conseguir não querer o impossível
Nem sonhar com o que não vem
(Nem nunca virá.)
E me conformar!
Quando eu for um dia poeira de estrelas,
quando for o firmamento meu lar
(Eu: ansiosa a esperar);
Quando a Lua estiver tão mais próxima
que eu nem possa mais cobiçar -
E Ela estiver tão branca
e grande
e cheia pra sempre
que seja impossível não contemplar
- e vai estar;
Quando eu não precisar fechar os olhos
Para poder sonhar;
Eu espero conseguir não querer o impossível
Nem sonhar com o que não vem
(Nem nunca virá.)
E me conformar!
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Em memória.
Alguns dizem que perdemos pessoas queridas quando elas morrem. Não acredito que as percamos. Elas é que se acham.
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